AMESTERDÃO/HOLANDA/18



Entre 25 e 28 de abril visitámos a cidade construída sobre o mar. É um destino conhecido pela maior parte da nossa geração, pelo que já tínhamos ouvido sobre o medo de ser atropelado por uma bicicleta, sobre a vista magnífica para os canais ou do entusiasmo em experimentar ervas para fins recreativos que por cá ainda não são legais. Deixamos um pequeno vídeo para sumário da viagem.


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AS PESSOAS

Descobrimos que Amesterdão era muito mais do que nos tinham pintado. Desde que pousamos em território holandês, sentimos uma áurea diferente nas pessoas que lá vivem. Sempre bastante acolhedoras e simpáticas, dispostas a ajudar. Para além dos traços físicos que os caracterizam, o povo holandês é bastante sóbrio e calmo. Raramente ouvimos gritos na rua ou pessoas a discutir. Ainda para mais, contam com um nível de inglês muito superior à maioria dos países europeus, mesmo com aquela pronúncia difícil. Deve ser pelo bom hábito de não dobrar conteúdo televisivo estrangeiro.



OS TRANSPORTES

Em Amesterdão reina o transporte em duas rodas, alternativa mais económica e acessivel dada a facilidade do terreno. No centro da cidade as buzinas entre os veículos não se ouviam. Além disso, a filosofia dos peões é bastante diferente: como têm maior flexibilidade na deslocação são os últimos a atravessar a estrada, dando sempre prioridade à passagem das bicicletas. Ou então é só medo.



E mesmo não optando pelas duas rodas, a deslocação em transportes públicos foi uma opção bastante válida pela sua eficiência e comodidade. A maior operadora da cidade – GVB – fornece serviço de autocarro, metro e elétrico. Existem ainda os serviços urbanos e regionais de comboio da NS. Utilizámos ambos, sobretudo o elétrico da GVB que tem uma paragem perto do Hotel onde ficámos alojados (West Side In Amsterdam) e termina a sua linha na Estação Central (Amsterdam Centraal Station – Elétrico 2), com uma duração de cerca de trinta minutos. 


Uma rede de transportes tão eficiente e útil que às dez da noite têm a maior parte dos elétricos a passar de cinco em cinco minutos. E só por esta colocámos a hipótese de contactar os serviços consulares portugueses para tratar da mudança.

OS ESPAÇOS VERDES

Como viajámos em abril, tivemos a oportunidade de visitar o Keukenhof, o maior jardim de túlipas localizado na cidade de Lisse, a cerca de uma hora de transportes do centro de Amesterdão. É um jardim que só está aberto em março e abril, daí que haja sempre uma grande afluência em qualquer dos dias que se visite.


Jardins, pequenos parques e espaços verdes são a regra na cidade de Amesterdão. Sempre que ligávamos o google maps era possível ver uns quantos perto para descansar os pés. Os mais conhecidos são o Vondelpark, Rembrandtpark, Park de Oeverlanden e o Sarphatipark. Espaços para (também) andar de bicicleta, passear com os animais ou aproveitar com a família e amigos. Quase que é possível afirmar que são os jardins que têm uma cidade. Ou talvez seja exagerado.



A ARQUITETURA

A arquitetura não é nada exagerada. Dos mais antigos aos mais recentes, os prédios  seguem uma linha uniforme, com cores entre o preto, branco, tijolo e bege. A parte histórica destes prédios também é interessante. Ao olhar para cima reparámos nos guinchos que estão no topo. Eles foram projetados nos prédios junto à margem para servir as rotas comerciais, retirando-se com eles as mercadorias que iam chegando à cidade pelos canais.


Foi engraçado reparar que os prédios se foram construindo num formato afunilado. Com pouco terreno para construção e a serem cada vez mais os habitantes, a cidade teve de aproveitar o espaço no topo. Contudo, a procura foi sempre maior que a oferta daí que tenham vindo a adaptar barcos a habitações. Surpreendentemente, algumas habitações são bastante modernas e bem tratadas, sendo antes um bónus estarem ali atracadas nos canais.



ALIMENTAÇÃO E SUPERMERCADOS

As maiores cadeias de supermercados são o Lidl, nosso conhecido, e o Albert Heijn. Este último supermercado está espalhado, em pequenas lojas de utilidade, por toda a cidade. O facto de termos dois dos maiores supermercados, com a maior parte dos produtos a preços semelhantes aos portugueses e a poucos metros do alojamento, compensou as deslocações até ao centro. Verificámos que o ordenado mínimo na Holanda são quase 1.600,00€ e que, mesmo no centro da cidade, o valor dos produtos nas lojas de conveniência não disparam da realidade. O nosso farnel passou, na maior parte das vezes, por sandes e saladas, compradas nestes dois supermercados. 

Quanto a restaurantes, o preço é um pouco mais elevado. Embora tenhamos realizado poucas refeições na restuaração local, verificámos que é possivel encontrar boas soluções a preços razoáveis. Não existe um prato que possa dizer-se típico, o que não significa menor qualidade. Por exemplo, jantámos num restaurante estilo steak house e pagámos cerca de 15,00€ por pessoa.  

O QUE VIMOS

Como é nosso hábito, decidimos que a viagem passaria por percorrer as ruas e perceber os hábitos, não visitando espaços fechados com elevado fluxo turístico. Apesar disso, decidimos integrar na nossa rota a visita ao Heineken Experience, o cruzeiro pelos canais e o Artis Natura (Zoo). O primeiro, dado o gosto pela cerveja. O segundo, indispensável para quem visita Amesterdão. E o último por recomendação de amigos que já lá tinham ido. Visita que aconselhamos, já que o Zoo possui diversos animais que não é possível ver em Portugal. Grande surpresa foi quando entrámos na estufa de borboletas, que nos sobrevoaram tão naturalmente enquanto andávamos pelo passadiço.


O BÓNUS: KINGS DAY

Fomos surpreendidos, depois da hora de expediente, por uma quantidade anormal de pessoas a circular no centro da cidade, todas com uma peça laranja vestida e uma Heineken na mão. Os holandeses sabem festejar e um dia não chega. As festividades iniciaram-se ao final do dia 26 de abril e perduraram até à madrugada de 28. A cor laranja pairava no ar, bem como a boa disposição e música nas ruas.


Deixamos um pequeno vídeo para sumário da viagem


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PEQUENO PLANO E ORÇAMENTO

Como nota de auxílio um pequeno plano de orçamento de transportes e outros locais que visitámos e onde tivémos de adquirir bilhete. Aconselhamos a compra dos bilhetes para as interações antes da viagem porque são mais caros nos locais. Já os bilhetes dos transportes adquirem-se facilmente no aeroporto.


Transportes


Operadora

Preço

Schiphol – Amst. Lelylaan Station (hotel)


NS

4,00€

Passe GVB de 72 Horas


GVB

17,50€


Schiphol – Lisse (visita ao keukenhof)



Arriva


4,53€

Interações


Preço

Onde Comprar

Cruzeiro e Museu Heineken


26,00€

Ticketbar

Keukenhof (mar. abr.)


17,00€

Site

Aris Natura (ZOO)

21,00€

Site
 

Outras imagens para Sumário da Viagem, 


























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